Muita terra hoje! 240 km fora da
estrada!
Depois do descanso de ontem (só da
moto...) e com o carro de apoio em condições paramos para abastecer em
Solitaire, é uma longa jornada até a costa e no meio do caminho cruzamos o
Trópico de Capricórnio, como posicionamento global, estamos na mesma altura que
São Paulo e pelo calor que está aí, imaginem aqui no meio do deserto! Depois
disto nos restam 50 supostamente relaxantes quilômetros de asfalto de Walvis Bay até nosso hotel.
Hoje o que ficou na estrada foi a suspensão dianteira do carro de apoio...
Swakopmund, uma cidade importante
durante o período colonial alemão, mesmo com aguas rasas, um mar bravio e sem
uma enseada protegida, o fato de Lüderitz (porto mais próximo) não tinha água
doce disponível e Walvis Bay estava sob domínio Britânico fez com que o porto
no local se tornasse viável. Em agosto de 1892, o navio de guerra “Hiena”
aportou na foz do Rio Swakop e um ano depois 40 colonos alemães e 120 membros da
“Schutztrouppe” alemã com barcos a remos desembarcaram definitivamente no
local, sem dúvida uma grande aventura! Somente em 1905, um píer de madeira com
325 metros de comprimento foi construído e posteriormente substituído por um de
metal, fazendo com que Swakopmund se tornasse o portal de entrada da Alemanha
para o sudoeste africano.
A colônia foi criada no local e em 1902 (antes
da construção do píer) uma pequena ferrovia ligando a vila a Windhoek iniciou
sua operação. Hoje a cidade é um reconhecido local de veraneio principalmente
no verão, quando os vento provenientes do Atlântico tornam seu clima muito
agradável mesmo às margens do deserto da Namíbia.

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