quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cape Town


      Primeiro dia, tarde de chuva... foi bom fazer uma coisa diferente, primeira vez que quando estou viajando chego em algum lugar e descanso um pouco, vamos ver se ajuda amanhã!

          Passeio para Robben Island, simplesmente uma aula de história, e com duas versões, a contada e a real!!!
Robben Island é uma ilha em frente á Cape Town, é patrimônio histórico da humanidade, pela UNESCO, e tem uma história interessante:
         Desde meados de 1.600 ela é utilizada para o isolamento de pessoas indesejáveis ou socialmente excluídas, facilitando as coisas... prisão ou leprosário... exceto por um breve período durante a 2a Guerra Mundial quando foi utilizada como base naval

       A história mais recente e o que traz a tona sua importância histórica e cultural para a África do Sul foi sua utilização como prisão masculina de negros durante o período do apartheid tendo como um de seus prisioneiros famosos, Nelson Mandela. Todos temos uma ideia do que foi o apartheid mas a dimensão que nos falta é que este regime foi instalado ainda sob o domínio Britânico, após a 2a Guerra e que a coisa ficou feia mesmo na década de 60, após a independência da África do Sul.



       A parte contada, foi apresentada pelo guia do tour pela ilha, apresentando todos os fatos históricos envolvidos e os planos do governo Sul-africano para a ilha – essencialmente a recuperação de locais históricos e a ampliação da sua utilização turística.              . 
       A parte real, apresentada por um ex-preso político, que nos guiou por um tour dentro da prisão, a coisa era tão radical e absurda que até entre os negros existia uma diferença de tratamento em função da cor ou origem... dentre elas a qualidade da roupa, o tipo de “cela” e até a quantidade e tipo de comida que cada um recebia...
     Triste, mas felizmente está no passado e hoje o governo Sul-africano está tentando compensar parte do que aconteceu, inclusive financeiramente, para as pessoas afetadas diretamente pelo regime.




















     








    Parte da tarde mais light, “wine tasting”!


      A indústria vinícola, é a indústria mais antiga da África do Sul, iniciada pelos Holandeses e depois refinada pelos huguenots- imigrantes franceses, hoje tem como destino de 80% de sua produção a exportação. Estou certo que eram vinícolas pequenas e bem comerciais... Mas o que conta é a atmosfera criada, o lugar diferente, o cerimonial das apresentações dos vinhos, descrevendo aromas e toques presentes na degustação. No que diz respeito aos vinhos... não sou um grande enólogo, então só posso dizer que gostei de todos que provei e as vinícolas eram muito bonitas!






       Destino – Cabo das Tormentas! É incrível, mas mesmo naquele tempo alguém já olhava mais para a solução do que para o problema e resolveu rebatizar o acidente geográfico como Cabo da Boa Esperança...
     Um dia maravilhoso, sol, calor e pouco vento, segundo a guia, um dia perfeito para a visita!

   Foi um passeio legal, o lugar é bonito mas nada “outstanding” a viagem até lá impressionou mais do que o lugar...








quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O roteiro!


          Partindo da Cidade do Cabo, seguiremos para o norte, através da região chamada de “Western Cape” ou Cabo Ocidental. Nesta época do ano, provavelmente cheio de flores após as chuvas de inverno. Nossa última noite antes Namíbia é em Sprigbok, uma pequena e animada cidade.
          Depois de atravessar a fronteira para a Namíbia paisagem começa a mudar, a vegetação se torna cada vez esparsa conforme seguimos para a costa oeste. Ai Ais com as suas piscinas de águas quentes e sulfurosas são um lugar especial neste cenário estéril. O “Big Fish River Canyon”, segundo maior do mundo, impressiona tanto pelo tamanho quanto pelo cenário. Seguindo mais para o norte, veremos as árvores “Quiver“ perto de  Ketmanshoop antes de nos aproximarmos da costa. O Sususvlei com as dunas mais altas mundos nos deixará sem fôlego antes de atravessarmos o Trópico de Capricórnio. Em Walvisbay chegamos à costa  e começamos a sentir os efeitos das frias correntes oceânicas. Swakopmund convida para uma caminhada antes de sair para Windhoek, a capital.
          Um longo dia de viagem nos levará até a fronteira com o Botswana, a estrada nos leva cada vez mais perto do centro do deserto do Kalahari, por onde finalmente passaremos ao norte. De Ghanzi para Maun é outro longo trecho, mas com um dia de descanso, com possibilidades de visitar o Delta Okawango faz com que os efeitos dos esforços desapareçam. Depois do merecido dia de descanso nós seguimos para as grandes salinas da região de Nata. Mais um dia de viagem nos leva paralelamente à fronteira com o Zimbabwe seguindo para o norte, para Kasane. Devido ás dificuldades impostas pela aduana do Zimbabwe para cruzar a fronteira com as motos alugadas, seguiremos de ônibus de Botswana para o nosso destino final e uma das principais atrações da viagem - Victoria Falls.

A viagem!


          Esta viagem é uma grande aventura, com todo o esplendor das paisagens  africanas e da sua abundante vida selvagem, são países com centenas  de anos de história, onde lendas de comerciantes árabes, exploradores ingleses e senhores Zulus convivem com a vida selvagem.
Destino – África do Sul, a terra da boa esperança  entre as correntes quentes do Oceano Índico e as frias do Atlântico. Um país  politicamente conturbado por anos, período em que seu povo nativo sofreu muitas injustiças, mas estes tempos agora estão no passado. É evidente, hoje, que os sul-africanos estão realmente trabalhando para viver juntos em paz. Sul-africanos, não importa a cor da pele, são muito orgulhosos de seu país, que apresenta uma grande variedade cultural e o slogan sul-africano "O mundo em um país" não é sem fundamento.
          Namíbia, um país cheio de contrastes e contradições, sua área é duas vezes maior que a Alemanha, mas com quase 2,2 milhões de habitantes, possui a menor densidade populacional do mundo – estatisticamente 2,4 habitantes por quilômetro quadrado. Apesar de uma diversidade étnica maior do que na maioria dos países do continente, os nativos convivem pacificamente com as etnias que se mudaram tanto do norte e do quanto do sul do país. Eles dividem o país e o Parlamento, mantendo suas respectivas culturas  e tradições. As diferenças referem-se, entre outras coisas, ao espetáculo maravilhoso da natureza, onde as dunas do deserto de Namíbia encontram o Oceano Atlântico, no interior, onde as montanhas do Great Scarpment, com quase 3.000m de altitude terminam em planícies com vales e formações rochosas escarpadas ou do Caprivi, estendendo-se em direção á Victoria Falls. Além destes, há uma imensidão de outros espetáculos naturais que valem a pena ser vistos à luz do escaldante sol da Namíbia.
          Botswana, conhecido por ter algumas das melhores áreas de preservação da vida selvagem no continente Africano. Com um total de 38% de sua área total dedicada a parques nacionais, reservas e áreas de manejo de vida selvagem - em sua maior parte sem cercas, permitindo que os animais circulem selvagens e livres – faz com que ao se viajar pelo país tenha-se a sensação de estar em um imenso parque. Botswana é um país sem litoral, situado no sul da África fazendo fronteira com a África do Sul, Namíbia, Zimbabwe e Zâmbia. Aproximadamente dois terços do país estão dentro dos trópicos e, com uma área de 581.730km quadrados, é do tamanho da França ou no Quênia. A maior parte do país é plana, com algumas pequenas colinas nas áreas orientais e as areias do Kalahari cobrem 84% da sua superfície. Com exceção da região norte, a maior parte de Botswana não possui água perene em sua superfície.
          Zimbabwe tradução de "casas de pedra" na língua Shona, a ex Rodésia do Sul, é mais um país sem litoral. Seu nome vem das ruínas chamadas Great Zimbabwe, os maiores edifícios de pedra pré-coloniais encontrados na África Austral. O país tem um total de 390.757km quadrados, dos quais 3.910 são água e sua área total é aproximadamente a da Alemanha e da Holanda somadas. Seu ponto mais alto, a 2.592 metros de altitude, é Monte Inyangani, localizado no planalto norte oriental de Mutare no Parque Nacional de Nyanga e, indiscutivelmente, a maior atração do país são as Cataratas Victoria, na fronteira com a Zâmbia.